segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Recados de Geladeira

Sou mais um louco vivendo na imensidão dos olhares
Sou visto por todos os ângulos em todas as cidades
Sou solidão criativa quando floresce mais uma amizade
Sou Paris, Londres, Tóquio, Zurique ou todos os lugares

Já coloquei ordem nos meus pesadelos e fogo na realidade
Já fui o ódio dos corajosos e o maior orgulho dos covardes
Já fui longe com poucas palavras e me perdi em vários parágrafos
Já fui a mais humilde vingança e o choro, em coro, dos palhaços

Já fiz prosa, carta, verso, trocadilho, vivo entre o caminho
e o andarilho
Já fiz felicidade, tristeza, amor, grandeza sou herói escondido
ou gesto proibido
Já fiz grandes coisas, pequenas gratidões, sou rancor de liberdade
sou também vaidade
Já fiz o crepúsculo de meus ídolos, o parto de minhas ideias amassadas
sou tudo e também nada

Sou o filósofo? Sou o Rei? Sou eu mesmo! Sou quem quero e o que me baste
Sou o chopp do malandro, o gol do atacante, sou o caçador ao dar o ataque
Acordo cedo, durmo de tarde, tomo várias doses de conhaque e permaneço
No meu mundo, na minha história, vivo de minhas glórias e, assim, adoeço
Pois sem nada que me dê o que eu quero, sou mais um homem e me desespero
Solitário, mas de respeito vivendo no pretérito
Mais que perfeito!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quem és?

Todas as vezes que eu sinto um sonho
É como se eu o tivesse por perto
Mas sei que não posso ter tudo que quero
Portanto ainda sento e espero, espero

E quando esperar se torna tedioso, sofro
Mas sofro uma dor que sou capaz de aguentar
É como se fosse apenas mais uma onda no mar
Quebrando em espuma, que as crianças irão pular

O ruim é o tempo, que demora demais pra caminhar
Mas é bom, pois assim eu ainda tenho o que culpar
Mesmo sabendo que, no fundo, eu fui o culpado
Porque, no passado, construí um futuro errado

E nesse dilema vivo dividido entre os passatempos,
as alegrias de momento e os sonhos distantes.
E nesse caminho longo admiro o horizonte, o inatingível

Eu sei que o meu sonho reconhece o meu semblante
Que ainda é risível, mas é alegria passageira
E se a tristeza vier, a única certeza é que se
durar muito é menos que a vida inteira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Visão Panorâmica

A brisa fresca me invade de sensações
O trânsito lá embaixo é de carros, caminhões...
Ah se tu soubesses... Ah se tu soubesses que
a poesia está ao alcance de todos, basta que
sonhes muito e penses pouco

Não posso reclamar do que tenho, mas posso avaliar
Posso avaliar o que faço com o que tenho
Posso avaliar o que faço se não lhe tenho
Posso construir imensas pontes sobre os mares
Quando fecho os meus pequenos globos oculares

Pergunte-me o que quiseres, pergunte se estou fora dos tempos
Pergunte-me uma dúvida, pergunte ao mundo, pergunto aos ventos
É nessa encruzilhada que eu, pobre homem, me encontro
Pois desse tempo não faço parte, mas não existe outro!
Não existem sonhos reais, mas existem vários tontos
Que acreditam ser esta vida uma grande pedra de ouro

E se, persistentemente, achas que meus versos rimam por rimar
És, ainda, uma criança que não sabe andar
És alguém que ainda não percebeu a gravidade do mundo
És alguém que ainda não percebeu que o tudo já foi nada
E que para sermos, nós dois juntos, temos de dar as mãos
Porque o mundo chora, as aves gritam, mas você...
Você...
Você, não!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Manifesto Joaquim Novaes

     Joaquim Novaes era um homem como outro qualquer: acordava cedo de segunda à sexta, almoçava correndo em dias de trabalho,no domingo assistia ao jogo do seu time bebendo cerveja e ainda não havia se casado, apesar de beirar os 30 anos. Não fora popular na escola, muito menos o mais inteligente da classe. Curiosamente, após ter tomado mais cervejas do que o costume,acordou, no dia seguinte, com o número 6 tatuado no ombro esquerdo. Enfim, a vida de nosso querido protagonista era uma média, para não dizer outra coisa. Houve uma época em que ele resolveu apelar para os livros de auto-ajuda e inclusive se matriculou em uma turma de meditação chinesa, mas depois de ter lido sobre o regime de Mao-tsé tung achou que era melhor continuar do jeito que estava mesmo. Gostava muito de assistir aos programas de humor que passavam na televisão, aqueles em que o piadista nem precisa ser muito bom, pois as gostosas que ficam rebolando sem abrir a boca acabavam compensando a sua audiência. Orgulho mesmo ele só sentia quando se lembrava da noite em que ficou com a moça mais desejada da faculdade, cerca de uma hora antes dela vomitar por ter bebido além da conta. E era assim que ele levava a sua existência no mundo, sendo mais um na imensidão. Até o dia em que, andando na rua, viu seu reflexo na poça. Para nós pode até parecer uma besteira, mas naquele momento foi como se Einstein tivesse surgido e gritado Eureka bem alto. A barba estava por fazer, o cabelo desgrenhado e a sua tatuagem de 6 um carma, que precisava ser apagado. Mas era tudo tão difícil, ele não tinha companhias, não tinha amigos que não os virtuais, muito menos garotas, sem ser as que recebem por hora. Mas aquilo havia sido um começo. Enquanto Joaquim estava com a cabeça e pensamento nas nuvens, escutou a sirene de uma ambulância.
      O tráfego era tão intenso que não havia para onde os carros irem afim de livrarem a pista para que a ambulância passasse. Foi então que o coração dele disparou e todo aquele frenesi tomou conta de cada entranha de seu corpo, de seu pensamento e de sua essência. E a sirene continuava e as buzinas aumentavam e o sol parecia mais quente e seu corpo começou a esmilinguir-se sobre suas pernas. Sua visão começou a turvar, como quando o sinal da televisão não está bom, e, de repente, ele acordou de avental numa maca. Perguntou onde estava, mas a enfermeira só conseguia dizer duas palavras: tenha calma. E ele insistia em querer uma resposta, mas cada vez que escutava as duas palavras era como se elas provocassem o efeito inverso ao que queriam significar, desespero. Assim, ele apagou pela segunda vez.
     Acordou, dessa vez mais consciente, e conseguiu compreender que estava dentro de uma ambulância, que havia sofrido um infarto, mas felizmente fora socorrido à tempo de sobreviver. Chegar no hospital era questão de tempo, pois o trânsito estava um caos, como se todos os carros da cidade tivessem saído na mesma hora. Foi então que tudo se encaixou na cabeça daquele pobre mortal. Ele havia tido uma visão do que aconteceria antes de tudo, de fato, ocorrer. Mas a sua própria mente duvidava dessa proposição e o obrigava a criar pensamentos de fuga sobre o assunto.
     Logo após retornar para casa, após ter recebido alta dos médicos, a cena da ambulância voltou a lhe instigar os neurônios. Como podia? Será que ele, um ser humano tão igual aos outros, poderia, talvez, não ser tão igual assim? E a vida seguiu, mas todas as vezes que, por acaso, a cena do infarto voltava à sua mente era como um engasgo. Mas ele tratava logo de tirar aquilo de sua mente, pois nada que não fosse parte de sua rotina estúpida fazia sentido em sua cabeça.
     Já haviam passado 3 meses desde o acidente e Joaquim, obviamente, não esqueceu do assunto, apenas não buscava-o com tanta frequência. Começou a praticar exercício físico apenas pela questão de sua saúde, mas com o passar do tempo foi sentindo que aquilo era aceitável. Começou a se dedicar muito ao corpo, talvez por não ter outro grande motivo na vida, e assim foi sentindo os benefícios de viver menos sedentário. Porém, enquanto sua vida atlética andava de vento em popa, o trabalho não ia bem. Joaquim, que no ambiente laboral era conhecido por Novaes, não conseguia mais atingir as metas de vendas estabelecidas pela empresa. E, por isso, todo final de mês tornava-se uma tensão profunda. Mas o mais curioso não era que ele ficasse preocupado em não atingir tais metas, o que era mais intrigante era o fato dele não procurar maneiras lógicas para resolver o problema.
     Pois bem, fruto de uma de suas ideias mirabolantes, ele resolveu entrar em contato com um conhecido, ainda da época de ensino médio, que sabia muito sobre “photoshop” e que havia conseguido, inclusive, falsificar metade das identidades dos amigos na época em que ninguém era maior de idade. A única coisa que Joaquim sabia a respeito do rapaz era que ele se chamava Eduardo Guinger. Para Novaes foi engraçado lembrar das viagens que ele mesmo fazia sobre a origem do sobrenome curioso do rapaz. A mais engraçada, lembrou-se, era a que colocava o menino como descendente de uma família americana que havia saído dos Estados Unidos por conta da crise de 29. Dessa forma, o bisavô de Eduardo chegou ao Brasil e foi trabalhar com o contrabando de bebidas e precisava falsificar muitos rótulos. Habilidade essa que foi evoluindo com as gerações e a tecnologia, até que o pai de Guinger o ensinou. Mas mal sabia ele que o rapaz viraria um dos melhores falsificadores do Brasil e, quiçá, do mundo.
      Quando concluiu a lembrança, Joaquim se pegou rindo sozinho, mas logo em seguida deu um tapa na cabeça e percebeu que não podia perder tempo com a sua imaginação fértil. Como ele possuía um perfil em uma rede virtual de amizade digitou o nome de Eduardo na parte de buscas. Logo no segundo resultado estava a foto de Guinger. Por um momento Novaes sentiu-se profundamente feliz e a esperança invadiu-lhe o corpo. Enviou uma mensagem para o suposto falsificador dizendo que queria marcar um pseudo encontro da turma que havia se formado junta no ensino médio, colocou data, horário e marcou em um bar bastante movimentado da cidade.
      Cerca de uns três dias depois, um dia antes do tal “encontro” da turma do ensino médio, depois de chegar do trabalho, Joaquim foi verificar se havia recebido alguma resposta. E lá estava a resposta de Eduardo, dizendo que ele poderia sim ir ao encontro da turma e que ficou muito feliz em saber que havia sido lembrado. Novaes ficou tão feliz que acabou abrindo a garrafa de vinho que ganhara em um dos sorteios que a empresa dele fazia nas festas corporativas. Mas, como sempre, bebeu uma quantidade extremamente significativa e acabou dormindo sentado na cadeira de seu computador.
      No dia seguinte, acordou com um susto, pois ao se movimentar durante o sono derrubou a garrafa de vinho no chão. Cortou um pouco o pé, mas nada que lhe tirasse a excitação de saber que, talvez, pela primeira vez na vida, ele faria algo como nos filmes de ação que assistia na televisão. Percebeu que estava um pouco em cima da hora e correu para se arrumar. Logo estava pronto e saiu de casa, mas teve de voltar porque havia esquecido a carteira e o celular. Neste momento ele pensou que não havia pedido o número do celular de Guinger e que se ele não fosse ao encontro como havia dito que iria nada ele poderia fazer. Enquanto fechava a porta, olhou para o teto e a última palavra que surgiu em sua cabeça foi: paciência.
      Chegou ao bar e perguntou ao atendente da porta se algum homem havia procurado pela mesa em que fosse ocorrer o encontro dos formandos de ensino médio da escola Monteiro Lobato. O garçom lhe disse que sim, mas apenas um homem alto, branquelo e loiro o havia dito isso e que este homem havia saído a menos de dois minutos dali. Joaquim teve uma sensação de que todo o sangue de seu corpo estivesse subindo para a sua cabeça, saiu correndo em busca de Guinger. Avistou um homem, igual a descrição que o garçom do bar havia lhe passado, entrando em um carro importado preto. Novaes correu até o seu carro e decidiu que iria seguir Eduardo até a sua casa.
      A distância entre o seu carro e o de Guinger era de uns 10 m e continuou sendo até que, de repente, o carro preto arrancou e saiu cortando todos os outros que estavam em sua frente. Joaquim fez o mesmo e surpreendeu-se com a sua habilidade ao volante. E a perseguição continuou até que Guinger freiou o carro no acostamento, Novaes fez o mesmo. Os dois carros ficaram parados, um na frente do outro. Eduardo desceu do carro e caminhou tão forte em direção ao carro de Joaquim que pareceu que sua intenção era afundar o asfalto. Joaquim ficou um pouco assustado, mas o seu medo só se comprovou quando ele viu Guinger tirando do bolso direito de trás da calça um silenciador e da parte frontal da calça, entre o abdômen e o pano do jeans, uma pistola. Em questão de segundos Novaes começou a lembrar de tudo o que havia divagado sobre a vida de Eduardo e começou a acreditar em tudo que havia suposto. E, nesses mesmos segundos, Guinger chegou ao carro de Joaquim, abriu a porta e atirou no braço esquerdo dele, que acabou desmaiando.
      Quando acordou, Novaes não fazia ideia de onde estava. Escutou o barulho de uma porta abrindo e por ela entrou Eduardo. Na sala em que eles estavam haviam apenas duas cadeiras, uma de frente para a outra. Guinger sentou-se em frente a Joaquim e perguntou se era burro. Nosso querido protagonista não entendeu o porquê da pergunta, mas mesmo assim disse não. Então, falando mais alto, repetiu-se a pergunta, mas invertendo-se os lados, dessa vez era Novaes que perguntava para Eduardo, e ele disse não.
     Neste momento quem lê esta estória deve estar, no mínimo confuso, mas nem sempre confundir-se é ruim. O mundo que vivemos é a mais pura loucura e nós continuamos a viver e, muitas vezes, somos felizes nesta loucura. Não importa quais sejam os nossos objetivos ou anseios, se tudo ocorrer exatamente como planejamos a vida vira uma equação, em que as incógnitas são substituídas pelo zero. E quando substitui-se tudo por zero obviamente o resultado vem muito mais fácil, porém não existe desafio. Joaquim Novaes, nosso protagonista fictício, nada mais é do que a exemplificação da vida substituída por zero. Não tem preocupações, não tem desafios estabelecidos por ele a si próprio e busca sempre resolver as suas equações, o seus problemas, da maneira mais fácil possível, mesmo que essa maneira acarrete consequências na vida de outras pessoas ao seu redor. Nessa loucura individual Joaquim acaba por criar um personagem para se salvar de sua própria podridão. Eduardo Guinger nada mais é do que tudo aquilo que Joaquim Novaes queria ser. Eduardo é o retrato de Joaquim, ele é a imagem que Joaquim queria passar aos outros de sua própria vida. Guinger é a criação mais obscura da mente de Novaes, como forma de salvar-se de uma vida na média, do carma do número 6. E quantos de nós não passam por isso? Eu mesmo me incluo nessa busca por uma imagem perfeita. Mas nós acabamos nos esquecendo que nada pode ser tão perfeito como a própria vida, o simples fato de estarmos vivos é a perfeição mais pura da natureza. Nós mesmos que complicamos a nossa própria existência. Enquanto ainda insistirmos em nos prender ao bem material como um fim, nunca seremos felizes. Deve-se procurar o bem material sim, mas como um meio. Um meio que possibilite o melhor entendimento de nossa essência, de nossos valores, uma melhor assimilação do mundo e das pessoas ao redor. Portanto, precisamos nos cuidar para que o tudo não continue nos transformando em nada. Pois é muito curioso, pelo menos pra mim, que atualmente tenhamos as melhores oportunidades tecnológicas, os maiores avanços medicinais, a maior expectativa de vida, enfim temos muito, porém é comprovado por pesquisas que a depressão, em breve, será a doença que mais matará. A vida é um meio, a vida é o que nossa cabeça, nossa mente e nosso subconsciente fazem dela. E enquanto não condicionarmos esses três fatores para trabalharem a nosso favor, a vida ainda será interpretada como um fim. Logo, o que desejo é que estejamos sempre alertas, pois devemos nos cuidar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cidade Fria

Ela saía todo dia bem de manhãzinha
O sol, ainda sonado, pouco reluzia
A lua, ainda cansada, demorando-se ia
E o barulho do carro, no fundo, rugia
Que as ruas, ainda frias, eram sozinhas
Pois nada as aquecia, muito menos sua passagem

Ela era comum demais, muito pouco para algum rapaz
Ela era mais uma que vagava numa rotina sem saída
Em que havia estacionado, sozinha, a própria vida
Uma vida em que não se viveu, um simples número a mais
Nas contas daqueles que ganham com os tributos anuais
Mas, pra ela, ainda existia amor nas cidades frias

Então eis que a moça resolve pedir demissão,
Desabotoa de sua blusa o primeiro botão,
Vira a  primeira esquerda do quarteirão,
Caminha pisando forte como um trovão,
Enche o peito da mais pura paixão,
Para dizer aos olhos do calçadão,
Os dizeres puros do coração,
que cheio de emoção...

disse sim pela primeira vez,
ao invés de dizer não.

domingo, 6 de novembro de 2011

Respiração cardiovascular. E só...

O coração é feio, bem mais feio do que acham
Ele tem sangue e sangue não é bonito
Ele tem veia e veia não é bonito
Mas ele tem vida. Vida pode ser bonito

Não sei porque entramos nessa cisma de achar
que coração ama. Coração é uma bomba e só.
Nossa cabeça pode amar, o cérebro pode amar
O coração pode ser um termômetro do amor,
E só.

Vital é uma palavra bonita, vida pode ser
Coração é vital. Vital é bonito, coração não.
É como se os pontos. Fossem respirações.
Tem vezes. Que respira.Mos. Desor.Denados
Tem vezes que falamos muita coisa sem repirar direito
E tem vezes que o coração é reticente...

Uma colher é simples demais e se basta.
Uma sopa é menos simples, precisa da colher
pra se bastar.
Um homem é simples, mas não acaba em si
Uma mulher é simples, mas não acaba em si
Coração é vital. Amor é vital.

E só

sábado, 15 de outubro de 2011

Mulher

Feliz eu não seria se a existência delas faltasse
Aí que me acabo de sufoco só de lembrar do veludo
De um simples toque nas mãos e do caminho quase absurdo
Traçado em leveza e "sem querer", maltratando o olhar
De quem vê a estréia de mais um dia rotineiro
Vivido em doses de charme

Basta ser mulher para ordenar que a vida seja graciosa
E que a batalha seja vencida com o batom ainda nos lábios
Ah! Nós homens temos de admitir que somos secundários
Enquanto vocês, mulheres, souberem chamegar, pois
Melhor ainda não se tem notícias se há.

O grande homem é aquele que sabe o brilho do futebol
Mas inesquecível mesmo é ver uma linda mulher tomar sol
A praia pode ser incrível, mas quando as mãos femininas
Decidem que é hora de conferir a marca do bronzeado
Nem santidade na causa é o bastante pra nós, coitados


As mulheres são dádivas de alguma força maior
E é comprovado, como dois e dois são quatro,
Que nesse dia, seja lá quem for, estava inspirado
Pois se não foi sua obra-prima, classificaram errado.